domingo, 16 de junho de 2019

Quanto custa economizar na Cultura? Sobre caminhos da política cultural em Ilhéus





Vamos falar com sinceridade. Quando alguém pergunta como é a sua cidade, o que você, ilheense, responde? O que faz um turista aportar em Ilhéus? Eu garanto que a maioria das suas respostas tem a ver com o que torna qualquer lugar único no mundo: a cultura, o modo de viver, de expressar, de simbolizar, de comer, de fruir a cidade.

No âmbito da gestão pública, primeiro, lembro que a atual gestão municipal é signatária do Programa Cidades Sustentáveis, e que se propõe a trabalhar com metas. A Cultura estabeleceu suas metas, apresentadas no encontro aberto em setembro do ano passado, para implementação do Plano de Metas (acesse as metas aqui: https://indicadores.cidadessustentaveis.org.br/br/BA/ilheus). Inclusive, a recente ida do prefeito para o evento do Banco Mundial ‘Plataforma Global para Cidades Sustentáveis’, nos Estados Unidos, se deve à singularidade da nossa região, entre elas, a pujante Cultura.

Temos, ainda, um curso de especialização em Gestão Cultural criado pela Universidade Estadual de Santa Cruz, que já está na quarta turma e que tem preparado nos últimos anos mais de 100 estudantes para atuar no campo cultural.

São 106 agentes culturais das mais diversas áreas cadastrados no Mapa Cultural (http://ilheus.ba.mapas.cultura.gov.br/), apenas para citar os que já estão aí registrados, fora os que ainda não o fizeram.   O levantamento constante desses indicadores são extremamente necessários para uma gestão otimizada.

Este é um pequeno panorama de Ilhéus. O poder simbólico da cultura na projeção da imagem do município é um capital ainda a ser explorado em seu potencial. Aqui, foi iniciado um caminho dentro de uma perspectiva democrática em 2018, mas, após a recente fusão da pasta com o Turismo, estes caminhos se tornaram obscuros. 

A capacidade de multiplicação

A última reforma administrativa do governo municipal - cuja sessão de aprovação na Câmara foi a mais longa do legislativo ilheense, adentrando a madrugada – acatou essa proposta da Prefeitura para redução de custos. E, dentre as pastas que sobraram nessa - de novo e como sempre - está a Cultura, responsável por apenas 0,5% da arrecadação municipal (ISQN, IPTU e ISS). Então, ela passa a ser parte da Secretaria de Turismo e Cultura, rebaixando gestão da Cultura a uma Superintendência, que deverá dar conta de todo um Sistema sobre o qual falaremos a seguir.

No entanto, os dados mostram que, mesmo com o ínfimo orçamento, a então Secult Ilhéus provou a necessidade de ser uma pasta autônoma ao fazer o milagre da multiplicação dos ganhos, não apenas econômicos, mas especialmente simbólicos, alavancando toda uma cadeia produtiva até então desprovida da atenção do poder público.

A nova gestão municipal tomou posse em janeiro de 2017 e deixou a pasta órfã até janeiro de 2018. Nesse período, o cenário é igual ao que temos hoje – Turismo e Cultura juntas, sendo que o primeiro era prioridade e não havia uma diretriz definida para a gestão municipal na área cultural.

Quando do anúncio de Pawlo Cidade para secretário, a classe artística vibrou. Sabíamos que o terreno para um fomento democrático estaria sendo defendido; sabíamos que seria estruturada uma política de estado e não de governo, para, pelo menos, os próximos 20 anos; sabíamos que precisaríamos nos organizar enquanto agentes culturais para acessar os recursos e iniciar um campo de possibilidades criativas, de ocupação de espaços, de reafirmações de produções, de formação de público, com um fomento que até então não tínhamos. O governo tinha acertado.

Um ano depois, o ex-secretário, Pawlo Cidade, fez uma espécie de prestação de contas e apresentou o resultado de sua gestão em 2018: foram 7 editais, 6 oficinas, 186 projetos inscritos nos editais, sendo 64 contemplados em 18 categorias diferentes, 246 agentes culturais beneficiados diretamente. Os equipamentos culturais – Teatro Municipal, Biblioteca Pública, Casa de Cultura Jorge Amado e Concha Acústica – somam outros números significativos na engrenagem da produção cultural resultante do fomento à cultura no município. Isso, com um  pouco mais de R$ 250 mil.

O caminho pavimentado

A dinâmica implementada a partir de 2018 é aqui citada por ter como base a política de editais. Ou seja, ao invés de o agente cultural PEDIR dinheiro no gabinete do secretário e ganhar tanto quanto seu prestígio pudesse prover, ele passou a se submeter a um processo de seleção de sua proposta artística, sob critérios republicanos, com aprovação de uma comissão, e aí sim, receber o recurso de acordo com o detalhamento do orçamento e daquilo que ele se propôs a fazer.

Afinal, dinheiro público precisa ser reinvestido na população; e as propostas culturais são um investimento nas necessidades de fruição da população, cujos resultados aparecem a médio e longo prazo, sendo necessário, portanto, uma visão de gestão.

Podemos lembrar aqui que esta é uma semente plantada para um futuro muito próximo, quando as máquinas tiverem assumido as atividades operacionais e burocráticas, caberá ao ser humano explorar a sua criatividade nas mais diversas áreas. Podemos, enquanto município, pavimentar esse caminho desde agora.

Isso tudo faz parte de um movimento mundial de reconhecimento da Cultura como política pública, com investimento no mercado interno e com vistas à exportação dos produtos culturais criados. Podemos citar o exemplo da Austrália com a economia criativa; os Estados Unidos e a aposta no cinema; a França, que desde a década de 50, associa intimamente a identidade da nação e do Estado e consolida sua política cultural.  

No Brasil, desde os anos 2000, os agentes culturais tiveram visão: buscaram, desde então, estruturar uma política pública que desse conta da diversidade do país, com uma estrutura consolidada, tal como o Sistema Único de Saúde. Foi assim que Ilhéus aderiu ao Sistema de Cultura em 18 de junho de 2018, sob Lei 3.949, criando mecanismos de formação, qualificação e distribuição igualitária de recursos e ações, podendo receber recurso de outras esferas (fundo a fundo) com regularidade. Mas para isso houve todo o esforço para a formação do Conselho (2011), o Plano (2012) e do Fundo (2009), além das conferências  que permitiram ouvir a população sobre as necessidades neste setor.

Com esse arcabouço legal, é possível ter um norte para dar conta dos bens culturais que nos rodeiam, tanto os materiais (sítios históricos, urbanos, arqueológicos e arquitetônicos, objetos de arte, documentos) quanto os  imateriais (a música, a literatura, a dança, o teatro, as tradições, as técnicas). 

Portanto, do que não devemos abrir mão?

Quero dizer com isso, que a Cultura neste município tem diretrizes, tem fiscalização, tem metas plurianuais e, sobretudo, tem agentes de uma cadeia produtiva que vem se organizando há anos para acessar os recursos e devolver isso em forma de capital simbólico para a sua cidade. Aliás, vale frisar que essa política fez muita gente que trabalhava na informalidade se organizar enquanto contribuinte e enquanto profissional, no intuito de ampliar as formas de captação.

Todo o esforço para a institucionalização deste setor, cujo potencial ainda é desconhecido por parte dos gestores públicos, foi feito com auxílio de cabeças antenadas com a política macro no Brasil e no mundo, entre elas e especialmente, a do ex-secretário Pawlo Cidade. Os artistas do município - muitos organizados em coletivos, grupos e organizações - esperam por uma Cultura gerida de forma democrática, com vistas à autossustentabilidade e a exportação da cultura. É um movimento que já começou, é uma exigência da qual não podemos abrir mão.

Portanto, uma política pública para a Cultura já estruturada em Sistema, com a gestão em constante diálogo com o Conselho, com diversas responsabilidades que visam ao florescimento do setor, precisa continuar esse caminho. 

Será a Secretaria de Turismo e Cultura capaz de gerir sozinha todas essas necessidades? Uma Superintendência dará conta de fomentar, difundir, formar e facilitar o acesso para diferentes públicos, sempre em diálogo com a sociedade civil? Temos pessoas capacitadas para assumir tamanha responsabilidade? Será que o poder público municipal será capaz de dar continuidade a um Sistema que foi criado em alinhamento com o governo federal? Aguardamos as cenas do próximo capítulo.



Tacila Mendes – Comunicóloga, pós-graduanda em Gestão Cultural pela Universidade Estadual de Santa Cruz. Atua na área da comunicação e da cultura há 10 anos. É conselheira municipal de Cultura e atua na gerência de comunicação do Instituto Nossa Ilhéus. É uma das criadoras e cantoras da banda Mulheres em Domínio Público. Tanto quanto possível, é 'alguém que precisa escrever para registrar o que está acontecendo na cena cultural de Ilhéus'. | tylamendes@gmail.com

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Marília Garcia, Rita Santana, Nelson Maca e Berimba de Jesus organizam números da revista Organismo, que serão lançados dia 13, em Salvador



Diferentes propostas ético-estéticas que constroem a cena contemporânea da literatura brasileira são a aposta da revista Organismo, que lançará novos números na quinta-feira, dia 13, às 18h, no Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia, no Largo Dois de Julho, em Salvador.  O lançamento será aberto ao público e contará com um bate-papo com Ana Carla Portela, Rita Santana e Nelson Maca e distribuição gratuita da revista.

Além de permitir a circulação dos escritos de diversos poetas brasileiros, a revista traz um conteúdo que busca repensar e propor novas bases para a compreensão de textos negros, periféricos, feministas, marginais e também os canônicos. Nesse caminho, serão lançados os números 6 e 7, sendo o primeiro com organização das poetas Marília Garcia e Rita Santana, e o segundo sob curadoria dos poetas Nelson Maca e Berimba de Jesus.
“A revista Organismo ambiciona cartografar as diversas cenas que compõe o contemporâneo da literatura brasileira”, explica o coordenador geral do projeto, poeta e editor, Jorge Augusto. Para isso, a revista, que estreou em 2015, tem uma curadoria diferente a cada número, o que permite que dois poetas e ou críticos de literatura, organizem a publicação de cada edição. Essa diversidade de agentes possibilita uma vista mais ampla e diversa da poesia contemporânea no Brasil.

A revista é estruturada de forma que todas as páginas sejam destacáveis. Assim, cada leitor pode, à sua vontade, reeditar os números ou a coleção inteira. Esse gesto, de reedição pelo leitor, visa estimular e popularizar a compreensão do leitor como crítico, atualizando de forma radical a edição da revista com as discussões sobre releituras do cânone, promovendo uma formação leitora.

Estudantes, professores, amantes da literatura e demais interessados poderão adquirir exemplares desta que é a única revista brasileira impressa sobre literatura. Após o lançamento, os interessados poderão comprá-la por R$ 30, via site da Amazon ou pelo Facebook.com/organismoeditora/
revista Organismo tem apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda (Sefaz) e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) , através do edital Setorial de Literatura 2016-18/2016, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB). A publicação ainda lançará novos números em 2019, sob a organização de nomes de destaque da literatura contemporânea, como Conceição Evaristo, Lívia Natália, Ricardo Aleixo, Evanilton Gonçalves.


SOBRE OS ORGANIZADORES

Marília Garcia – É tradutora e publicou, entre outros, os livros Engano geográfico (7letras, 2012) e Câmera lenta (Companhia das letras, 2017), pelo qual recebeu o Prêmio Oceanos de Literatura.

Rita Santana - Atriz, escritora e professora de Língua Portuguesa.  Premiadas no Braskem de Cultura e Arte para autores inéditos com o livro de contos Tramela. Publicou,também, Tratado das Veias e Alforrias (poesia). Em 2019, lançou Cortesanias, pela Caramurê.

Nelson Maca - Poeta e professor de Literatura da Universidade Católica de Salvador, nasceu no Paraná, mas mora em Salvador desde 1989. É fundador do Coletivo Blackitude: Vozes Negras da Bahia, que realiza o Sarau Bem Black, o SlamLonan e outras ações artísticas e de formação sócio-racial através das linguagens da cultura hip hop e afins há quase 20 anos. Criou e coordenou o evento infantil Sarau Bem Legal, que aconteceu durante cinco anos e meio na Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, em Salvador. Há mais de 30 anos promove e participa de eventos da negritude - seminários, workshops, cursos, shows - na Bahia e no Brasil. Publicou os livros afro-rismas, com Pablo Dinda (2014) e Gramática da Ira (2015).

Berimba de Jesus - É poeta, articulador cultural, editor, membro e fundador do Coletivo Poesia Maloqueirista (2002). Morou a primeira infância e parte da adolescência no sudoeste da Bahia, nas Fazendas Goiabeira e Lagoa da Pedra, distritos da cidade de Boa Nova, onde escreveu seus primeiros versos, influenciado pelas ladainhas produzidas pelo seu pai de criação, Aurelino F. Costa, para a Folia de Santo Reis. Publicou o livro “Encarna” (2008), além de muitos livretos, falou poesia em bares, palcos, praças, teatros, segue publicando jovens autores nos quais acredita, com o selo Edições Maloqueiristas. Junto com Marina Caires, idealizou a Confraria NossaCasa, um espaço de cultura provisória onde acontecem festas, shows, work shops, peças de teatros, saraus, entre outras atividades.


SERVIÇO
Lançamentos dos números 6 e 7 da Revista Organismo
Quando: Quinta-feira, 13 de junho de 2019, às 18h.
Onde: Centro de Estudos Afro-Orientais – CEAO/UFBA
Entrada: Gratuita
Exemplares: Distribuição gratuita no evento de lançamento | Vendida por R$ 30 no site Amazon ou pelo
 Facebook.com/organismoeditora/

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Secretaria da Cultura promove oficina permanente de elaboração de projetos em Ilhéus

Foto: Clodoaldo Ribeiro

Com o objetivo de promover uma ampla participação da categoria artística no Edital Demanda Espontânea e demais editais que serão lançados pelo Estado da Bahia, a Secretaria Municipal da Cultura (Secult) promove uma oficina de elaboração de projetos e consultoria no preenchimento do FAP – Formulário de Apresentação de Projetos, a partir do próximo dia 15 de abril, todas as segundas feiras, das 9 às 11 horas, além de orientação para a prestação de contas de projetos executados pelos proponentes de Ilhéus.
O secretário municipal da Cultura, Pawlo Cidade, explica que a oficina é um processo de orientação que irá abordar concepção, conceito, justificativa, metas, cronogramas e roteiros de execução, além dos erros mais comuns em projetos culturais. “A proposta é discutir desde a criação até o orçamento do projeto. A princípio será na sede da Secult, no auditório Sosígenes Costa, depois partiremos para outros espaços”, destaca.
Técnicos da Secult Ilhéus também, oferecem consultoria aos artistas para o preenchimento dos formulários dos editais, em dois períodos, todas as quartas-feiras, manhã e tarde. A participação nas oficinas é gratuita e a inscrição é feita no local.

- Data: abril 10, 2019 / Por: Antônio Melo | Comente!  Edit

Funceb lança Projeto Se Mostra Interior com inscrições abertas até 11/05



A Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBa) em parceria com o Teatro Gamboa Nova,  traz pra Salvador o projeto Se Mostra Interior. A ação envolve espetáculos de teatro, dança e circo. 

Para selecionar os grupos, a Funceb lançou, na última quarta-feira (27) uma convocatória pública com a curadoria artística do Teatro Gamboa. O Pouso das Artes - residência artística da Funceb, vai hospedar até 14 pessoas durante os dias de apresentação.

O projeto vai trazer obras provenientes de cidades do interior da Bahia, contemplando, prioritariamente, os seis macroterritórios do Estado.

“A expectativa é que o Se Mostra Interior possa criar esse estreitamento entre os artistas do interior e a nossa capital e, especialmente, com o Teatro Gamboa Nova que tem essa política de pauta gratuita e repasse da bilheteria para os artistas”, comenta o Coordenador de Teatro da Funceb, Wanderley Meira.

Ao longo do projeto serão lançados seis espetáculos de artes cênicas envolvendo teatro dança e circo. Além de seis obras de artes visuais selecionadas para compor a capa da programação impressa que o teatro distribui mensalmente como estratégia de divulgação da programação.
  

A mostra ficará disponível de julho e dezembro deste ano. Sendo que o último final de semana de cada mês será reservado para apresentação dos espetáculos. Serão, no mínimo, duas apresentações de cada espetáculo (sábado e domingo), de acordo com os horários da programação regular do teatro.
 Acompanhe o site da Funceb para mais informações: www.fundacaocultural.ba.gov.br.  


- Data: abril 10, 2019 / Por: Antônio Melo | Comente!  Edit

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Mostra de Cordel e Feirinha Popular são sucesso na Tenda TPI

Foto: Haísa Lima


Na noite da última sexta-feira (29) o Teatro Popular de Ilhéus promoveu sua primeira “Mostra de Poesia Popular de Cordel”, que recebeu uma grande plateia no espaço externo da Tenda. Integrado ao evento ocorreu também a “Feirinha Popular de Produtos Regionais”, onde 13 expositoras ofereceram produtos artesanais e gastronômicos para o público.

O evento começou às 18 horas, com entrada franca e classificação livre, e teve o objetivo de incentivar a expressão da literatura popular e de cordel em nossa cidade e na região e incentivar a economia criativa. Os presentes puderam testemunhar um encontro inédito de poetas cordelistas da nossa região em performances declamadas de cordel para o público. A mostra contou com a presença do professor e poeta Lourival Piligra numa exposição oral sobre o reconhecimento da Literatura de Cordel como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, e na sequência ocorreu uma homenagem a Minelvino Francisco dos Santos, grande nome da poesia de cordel em nossa região e na Bahia.

Outra presença ilustre foi a do poeta Gilton Thomaz, que além de declamar cordel de sua autoria também expôs suas cachaças saborizadas artesanais com doses a preço popular. Também esteve presente a Mestre Janete Lainha, que declamou diversas poesias e expôs seus cordéis e xilogravuras para o público. Na ocasião foi feito ainda o lançamento do cordel O Encontro de Helena com o Sereio, de autoria de Alessandra Simões e Franklin Costa. Além deste, outros cordéis estavam disponíveis para venda, e ainda poderão ser adquiridos nos próximos eventos do TPI.

A atração musical da noite ficou por conta do Grupo 4° Compasso, formado por jovens oriundos da Filarmônica Capitania dos Ilhéos e que tem a proposta de resgatar gêneros brasileiros tradicionais e principalmente nordestinos como o Chorinho, o Baião, o Xote, o Maxixe, o Frevo, o Maracatu e misturar tudo isso com gêneros urbanos. Outra atração especial foi a dupla de dança composta por Aldenor Garcia e Fernanda Carolina, que apresentou um número de forró ao som de solo de sanfona.

Enquanto isso, a Feirinha Popular de Produtos Regionais, que teve o objetivo de incentivar o empreendedorismo individual e a economia criativa regional e colaborativa, recebeu as seguintes expositoras artesãs: Arte com Amor; Beth CriArts; Ateliê Aparecida Santos; Casa de Barro; Botica Potira; Bazar das Comadres; Fabrine Borda; Kinha Artesanatos; Lanjuly Design; Fina Flor Estilo; e ainda na área gastronômica: Dona Gula; Fazenda Porto Esperança; e Gostosuras do Maurício.

O Teatro Popular de Ilhéus é uma instituição cultural mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais – uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, mecanismo que custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.


- Data: abril 04, 2019 / Por: Antônio Melo | Comente!  Edit

Tenda TPI divulga programação de abril

Foto: Haísa Lima


 O Teatro Popular de Ilhéus abre o mês de abril com dois espetáculos para os finais de semana da primeira quinzena. Nesta sexta-feira (05), às 20 horas, a Tenda recebe mais uma exibição do espetáculo “Carranca: da proa do barco para o palco”. O ator Gilberto Morais, da Cia. de Teatro Mistura, de Ibotirama/BA, interpreta Zé das Carrancas, personagem pitoresco e engraçado que canta e declama seus versos e rimas sobre a magia das carrancas - esculturas de madeira que ficavam nas proas dos barcos dos pescadores com o objetivo de espantar os maus espíritos, afugentar mal olhado e proteger os barqueiros. A montagem tem participação especial de Cabeça Isidoro na ambientação musical. A sessão tem classificação 14 anos, será acessível em Libras e contará ainda com a presença de alunos do IF Baiano Uruçuca, trazidos pelo projeto de formação de público “O IF Baiano te leva ao teatro”, mediado pela professora e atriz Iara Colina.

Na semana seguinte, dia 14 (domingo), às 19 horas, a Tenda TPI recebe o espetáculo de dança “Líquidxs”, produzido pelo Coletivo Rachas. Segundo as criadoras, a montagem surgiu “a partir do anseio de falar sobre as questões que nos atravessam e do desejo de criação desde o nosso lugar enquanto mulheres artista”. O espetáculo é a primeira ação micropolítica do coletivo, que tem como proposta trazer provocações acerca dacisheteronomatividade enquanto padrão que expropia corpos, subjetividades e suas (r)existências. “Líquidxs” é uma ação de dança que retrata a partir do lugar de cada uma das criadoras as percepções de mulher e a relação com o CIStema patriarcal, pensando a arte como uma grande ferramenta para a educação e para a (r)existência, com perspectiva teórico-prática da decolonialidade para a criação artística e nas formas de ser e estar em cena. O evento tem classificação 18 anos.

Localizada na Av. Soares Lopes, a Tenda TPI é uma das principais opções culturais para os finais de semana ilheenses. Os ingressos dos eventos pagos podem ser adquiridos na Livraria Papirus (parceira da Tenda TPI), no site do TPI (www.teatropopulardeilheus.com.br/programacao) ou na própria bilheteria do evento por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). O TPI lembra ainda que aqueles que não têm direito à meia-entrada podem adquirir o Cartão Fidelidade TPI, que por apenas R$ 25 anuais dá o direito à meia entrada em todos os espetáculos da companhia.

O Teatro Popular de Ilhéus é uma instituição cultural mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais – uma iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia com recursos do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, mecanismo que custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.


- Data: abril 04, 2019 / Por: Antônio Melo | Comente!  Edit

quinta-feira, 28 de março de 2019

Show que revive sucessos da década de 80 agita Ilhéus neste sábado


Três nomes de sucesso da década de 1980 se juntam para um show memorável, neste sábado em Ilhéus, no espaço de eventos Boca du Mar, a partir das 22 horas. O público poderá reviver as canções que agitaram a época, com o show “De Volta aos Anos 80”.
Com organização de Beto Produções, o show trará para Ilhéus um dos criadores da famosa versão da canção homônima do italiano Umberto Tozzi “Eva”, Wille Oliveira (ex- Rádio Táxi), que se transformou em um sucesso nacional e resiste ao tempo.
A apresentação contará também com a participação do grupo Yahoo, talvez a mais romântica das bandas de rock brasileiras, que liderou as paradas de sucesso com canções como “Mordida de Amor”, música que emociona, transforma e embala.
A presença do ex-vocalista da banda LS Jack, Marcus Menna, enriquece o repertório com canções especiais da década que consolidou o rock brasileiro. A banda ficou conhecida por canções que marcaram época, como “Amanhã não se Sabe”.
Beto Produções destaca que o show será realizado na parte coberta do Boca du Mar. “Teremos mesas, cadeiras e garçons para melhor conforto do público, por isso os ingressos serão limitados”, avisa o organizador do evento.
Os ingressos estão à venda no Manga Rosa e Stand do Karioca, em Ilhéus. Em Itabuna, as vendas antecipadas ocorrem na loja Colcci do Shopping Jequitibá Itabuna e no Cadê Ingressos, na praça Camacã, centro da cidade.

- Data: março 28, 2019 / Por: Antônio Melo | Comente!  Edit