quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Hans Koch faz workshop no Centro de Formação em Artes




Destaque no circuito europeu de jazz e improvisação, o suíço Hans Koch encerra em Salvador uma turnê que passa pela Argentina, Chile e Brasil. O artista irá apresentar o workshop Regência na Improvisação livre, na próxima sexta-feira, 25 de agosto, a partir das 16h30na sede do Centro de Formação em Artes (CFA), da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). O acesso é gratuito para alunos do CFA e Rumpillezinho. A Funceb é uma unidade vinculada à Secretaria Estadual de Cultural (SecultBA).


  
Dando continuidade à escala na capital baiana, Hans Koch se apresenta no dia 26 de agosto (sábado), a partir das 20h, no Teatro do Goethe-Institut. O evento integra o Ciclo de Música Contemporânea, produzido pelo LowFi – Processos Criativos. Na ocasião, Koch estará acompanhado por Thomas Rohrer (rabeca, sax soprano) e Antonio Panda Gianfratti (percussão).

Coordenado pelo músico e educador baiano Edbrass Brasil, o LowFi – Processos Criativos atua desde 2013, promovendo ações de intercâmbio entre artistas locais e de outras partes do Brasil e do mundo, com enfoque na música experimental e sua relação com outras linguagens artísticas.

Sobre Hans Koch - Ele começou sua carreira como músico de orquestra clássica. Depois de sete anos, desistiu do gênero para estudar jazz e improvisação. Hoje ele é um dos mais inovadores músicos de improvisação na Europa. Desde 1980, além da cooperação regular com Martin Schütz, ele tocava e gravava discos com músicos famosos de jazz como Cecil Taylor e Paul Bley, e nomes da improvisação e jazz livre, como os ingleses Fred Frith, Barry Guy, Phil Minton, os americanos Butch Morris, Andrew Cyrille e Shelley Hirsch. A música de Hans Koch não conhece fronteiras. Ele trabalhava com percussionistas cubanos, DJs e computadores, e compôs músicas para peças e filmes.

Além disso, Koch recebeu várias bolsas, subsídios de trabalho, comissões, prêmios, e participou da gravação do Prêmio Cultura da cidade de Biel, na Suíça, em 1986 e 2002; o Music PrizeBerner; e o prêmio de música filme Bernese. Também participou de inúmeros projetos internacionais, como o Unity Orchestra Globe, a Band Europeia Cecil Taylor Big, a Barry Guy New Orchestra e o Ensemble d’Improvisateurs Européens. Sua discografia própria e a participação em gravações estão em mais de 80 discos.Mais informações do artista pelo site:  www.hansko.ch.


Thomas Rohrer – Suíço radicado há 20 anos no Brasil, seu trabalho é norteado pelo improviso, usando rabeca e sax soprano, e busca explorar as diferentes sonoridades dos instrumentos. Faz parte do Coletivo Abaetetuba, Black Cube SP com Rob Mazurek, Ponto Br e toca com Juçara Marçal. Parcerias com Hans Koch, Ute Wassermann, Philip Somervell, Marcio Mattos, Panda Gianfratti, John Edwards, Bella, Michael Vorfeld, Audrey Chen, Celio Barros, Terry Day, Phil Minton e Marina Tenório (dança), entre outros.

Antonio Panda Gianfratti – O duo de Thomas Rohrer com o brasileiro Panda Gianfratti começou em 2005 e segue até hoje. Essa parceria resultou em alguns CDs e, desde 2008, esporadicamente se junta a eles o suíço Hans Koch. Gravaram o CD Äicó, lançado pela gravadora portuguesa CreativeSources.

No Brasil, o encontro deste trio gerou, além de apresentações no eixo Rio-São Paulo, uma série de apresentações e oficinas no Nordeste, como na Universidade Federal da Paraíba, Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (Recife), Sesc de Crato no Ceará e na Fundação Casa Grande em Nova Olinda/Ceará.


LowFi – Processos Criativos: É uma Plataforma que atua desde 2013 promovendo ações de intercâmbio entre artistas locais e de outras partes do Brasil e do mundo, com enfoque na música experimental e sua relação com outras linguagens artísticas. Desde 2015, integra e colabora com o Sê-lo! – gravadora fonográfica voltada para lançamentos de artistas ligados à arte sonora, improvisação livre e outras expressões da “Avant Garde” Music. Em 2016, o projeto se voltou para a realização de shows internacionais e workshops, a exemplo dos concertos da lenda viva do free jazz europeu Peter Brotzmann (FullBlast) no Teatro do Goethe-Institut Salvador-Bahia, do norte-americano Lee Ranaldo (ex-SonicYouth), em um show histórico no Cine Teatro Solar Boa Vista. Além disso, recebeu o baixista belga Peter Jacquemym, que apresentou um concerto solo, improvisou com músicos locais e ministrou um workshop para os alunos do Projeto Rumpillezinho. 



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