quinta-feira, 24 de agosto de 2017

“Memórias Contemporâneas” discute Gentrificação



Gentrificação: fenômeno que afeta uma região pela alteração das dinâmicas próprias e originais da composição do local, gerando uma valorização financeira que afeta a permanência das classes populares. É este o tema da terceira edição do projeto “Memórias Contemporâneas” realizada conjuntamente pela Fundação Pedro Calmon (FPC), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), e o Goethe-Institut Salvador-Bahia. Com a participação das artistas visuais Lanussi Pasquali, gaúcha radicada em Salvador, e Sandra Tannous, vinda do Canadá, o evento será no dia 30 de agosto (quarta-feira), às 19h, na Biblioteca do Goethe-Institut, com mediação do arquiteto, designer e professor Daniel Sabóia. O debate é aberto ao público, com entrada franca.


Instituído pelo Centro de Memória da Bahia da FPC, o “Memórias Contemporâneas” é um projeto nas áreas de história e memória que objetiva a constituição de um banco de dados audiovisual acerca da cultura e seus agentes, a partir da década de 1950. Os encontros, que se atentam à relação de organizações e movimentos sociais com o campo da cultura e o protagonismo das linguagens artísticas nas disputas identitárias, são registrados em vídeo. Pondo em diálogo agentes convidados e o público, o pensamento calcado na memória é difundido, gerando, assim, outra fonte de conhecimento que não apenas os documentos escritos. A parceria entre a FPC e o Goethe-Institut atribui ao projeto o compromisso de desenrolar temas de reflexão a partir de experiências globais, perpassando as relações de poder na contemporaneidade na discussão de pautas urgentes.

CONVIDADAS – Natural de Riozinho, Rio Grande do Sul, Lanussi Pasquali vive em Salvador desde 2002. É artista visual que trabalha com esculturas, instalações e objetos em tecido. Gosta de corte e costura, bordados e outros afazeres lentos. Bacharel em Artes Visuais pela Universidade Feevale do Rio Grande do Sul e mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, se interessa em dar aulas, orientar pesquisas poéticas, encontros e conversas sobre arte. Faz parte do Projeto Ativa, que tenta trazer mais vida para espaços esquecidos da cidade. Foi responsável pela concepção e realização do Coaty – Ocupação Artística, em 2016. Sua fala partirá destas experiências de olhar para a cidade e seus espaços ociosos, numa visão de artista, moradora e usuária do ambiente urbano, pensando a gentrificação a partir desse olhar não especializado e do desejo de ter a cidade como um lugar de encontro e acolhimento.

Escultora, videografista e landartist, Sandra Tannous atualmente vive e trabalha em Montreal, Canadá, sendo bolsista do Conseil des arts et des lettres du Quebéc (CALQ) – Conselho de Artes e Letras de Quebec. Está na capital baiana como residente do Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia. Dois projetos de arte em espaço público e várias exibições solo e coletivas já a levaram a Quebec, França e Suíça. É bacharel em Artes Visuais pela Laval University de Quebec e também estudou design ambiental na Ecole Nationale des Beaux-Arts, em Bourges, França. Após seus estudos em paisagismo e arquitetura, foi aprovada pela Canadian Society of Landscape Architecture. As origens de sua obra estão em torno da escala humana. Ela procura compreender como pessoas organizam seus espaços e quais ferramentas utilizam no processo. Trabalhando entre o urbano e o natural, cria harmoniosas instalações, as quais potencializam a relação que as pessoas têm com seu ambiente. Levando em consideração a história do lugar, ela se movimenta livremente entre a galeria e o espaço público.

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