quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Bar Vesúvio - por Alfredo Amorim



O bar Vesúvio foi inaugurado mais ou menos em 1909 ou 1910, foi fundado por dois italianos, Nicolau Carichio e Vicente Queverini. Que lhe deram este nome em homenagem ao Monte Vesúvio de sua terra natal.

Os italianos venderam o bar a um português chamado Figueiredo, que em 1929 o vendeu ao seu terceiro dono, Durval Moreno, nascido em Ilhéus, que o vendeu ao Sr. Costa. No tempo do Sr. Costa tinha um animado jogo de bilhar. Depois levou uns tempos fechado, sendo assumido depois pelo espanhol Armando.



Emílio Maron comprou o bar em 1945, que funcionava com o nome de Bar Maron, antes ele tinha um bar na Rua do Dendê (Rua Araujo Pinho), com o nome de “Bar Gato Preto”, o bar voltou a se chamar Vesúvio depois que Jorge Amado publicou a novela “Gabriela, Cravo e Canela”.

No andar de cima do Vesúvio funcionava um cinema de propriedade de Sá Pereira. Também funcionou o “Cabaré El Dourado”, de propriedade de Mário Cardoso.
Em 1987 o Bar Vesúvio foi comprado pelo empresário suíço, Hans Koella, que trouxe funcionários da suíça para administrá-lo, o que não deu certo, por esse motivo passou o bar para as mãos de Paulo Cesar Vieira de Carvalho (Badalo), que também não conseguiu um bom resultado. No ano de 2000 o bar foi arrendado por Guido Paternostro, que segue até hoje na sua administração.

Tem uma estátua em tamanho natural do escritor Jorge Amado sentado a uma mesa e uma galeria de fotos de muitos famosos que por lá passaram. Atualmente foi acrescentado à sua galeria um busto do famoso Moréia, ou seja, Manoel de Andrade.

Em 2001 o Bar Vesúvio foi tombado pela Prefeitura Municipal de Ilhéus.

Atualmente, em março deste ano de 2017, um grupo de jovens empreendedores de Ilhéus, Camilo Carvalho, Rodrigo Mendonça, Max Friso e Ricardo Maia, com o sucesso do seu empreendimento “Buteco do Posto”, aberto em 2015 no posto Atlântico Sul no bairro São Francisco em frente ao bairro Jardim Atlântico, na zona sul da cidade, resolveram comprar o Bar Vesúvio do empresário Guido Paternostro.  

Estão fazendo uma reforma para revitalizar o antigo prédio, mantendo as suas características históricas.  Vão manter a comida árabe como o seu delicioso quibe e implantar um cardápio contemporâneo.

Neste mês de setembro pretendem reinaugurar esta relíquia da nossa cidade.
Sucesso aos jovens empreendedores.

Alfredo Amorim é ilheense dos bons, observador atento do cotidiano, membro do Instituto Histórico de Ilhéus.


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