quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Livro ‘Contemporaneidades Periféricas’, que propõe nova crítica da literatura brasileira, será lançado dia 09 de outubro em Salvador

Por outra crítica da literatura brasileira. Esta foi a inquietação que fez o poeta e pesquisador do bairro da Liberdade, Jorge Augusto, capitanear o livro 'Contemporaneidades periféricas’. O lançamento será dia 09 de outubro, no Auditório do PAF 3 da UFBA/Ondina, às 18h30, no Simpósio 'As contemporaneidades periféricas das literaturas brasileiras'. A entrada será gratuita.
A audaciosa proposta de ‘Contemporaneidades periféricas’ não se resume a ser um mero livro de críticas, mas indica novas bases e pontos de vista para a sua construção. “O livro busca aproximar noções de tempo e território, demonstrando como, em certos usos da crítica, existe uma reprodução do ponto de vista eurocêntrico como base da teoria da literatura brasileira. O que se propõe no livro é uma pluralidade de olhares sobre a nossa literatura”, explica Jorge Augusto.
A coletânea reúne cerca de 20 ensaios organizados por ele, conta com orelha da pesquisadora e professora Eneida Leal Cunha e do ensaísta e poeta Ronald Augusto, e busca discutir teoricamente uma geração de escritores, como Lívia Natália, Lande Onawale, Fábio Mandingo e Alex Simões.

A publicação destaca, ainda, uma geração de críticos que vem repensando e propondo novas bases teóricas para a compreensão dos textos negros, periféricos, feministas e marginais, como os professores: Henrique Freitas, Denise Carrascosa, Silvio Roberto Oliveira, Suzane Lima, e Florentina Souza, além de apresentar ao público, uma potente e nova geração de críticos, como Maria Dolores Rodrigues, Jober Pascoal e Silvana Carvalho, entre outrxs.
Para Eneida Leal Cunha, o ‘Contemporaneidades periféricas’ deve ser lido, como enxurrada que flui das margens e pelas margens. “Contra aquela corrente dominante, os autores que compõem esta coletânea plural querem escrever com o vigor e a energia corporal e territorial do que se constitui nas bordas”, comenta. Ou, como diz Jorge Augusto, “o contemporâneo estaria justamente no que ficou de fora da tradição”.
‘Contemporaneidades periféricas’ é o primeiro de uma série de três livros sobre crítica literária e contemporaneidades. A coleção, editada pela Editora Segundo Selo, visa afirmar outras leituras sobre o contemporâneo que surgem em contextos não centrais da literatura nacional. Aqui, o contemporâneo está em diálogo com as produções de grupos e territórios subalternizados nas relações de poder que constroem a ideia do nacional e o campo literário no Brasil.

Participações no lançamento e pré-venda do livro
Realizado pela Editora Organismo, com apoio da Editora Segundo Selo e do grupo de pesquisa Rasuras/UFBA, contará com a presença dos ensaístas que compõem o livro. Na programação, haverá ainda duas mesas de debates sobre o contemporâneo e a crítica literária, compostas por poetas e teóricos presentes no livro: a primeira mesa conta com os intelectuais Denise Carrascosa, Henrique Freitas, Ana Rita Santiago e Jorge Augusto; a segunda será composta pelos poetas Lande Onawale, Rita Santana e Alex Simões, com mediação da pesquisadora Luciana Moreno. Os participantes receberão certificados, no local.
Os interessados em adquirir a coletânea podem aproveitar o preço promocional de R$60 na pré-venda, solicitando por e-maileditorasegundoselo@gmail.com, pela página da editora no Facebook.com/editorasegundoselo,  ou pelo telefone (71) 98867-0244.

Sobre o poeta e pesquisador Jorge Augusto -  Soteropolitano, do bairro da Liberdade. Doutorando em Literatura e Crítica da Cultura – UFBA, onde integra a coordenação do grupo de pesquisa Rasuras. Atua como pesquisador na área de Literatura Brasileira, nas áreas de decolonialidade, modernismo brasileiro e literatura negra.  Foi docente na UFBA, no Instituto de Humanidades Artes e Ciência, na UNEB, curso de Letras, na UNIFACS e UNEB, como professor de pós-graduação. Hoje, integra o corpo docente do IFMA. Atua também como editor, coordenando a coleção de poetas baianos inéditos e a coleção de poesia Contemporaneidades Periféricas. Publicou poemas nos livros ‘Antilogia’ – organização de coletânea entre poetas de Bahia e São Paulo, 2011, nas coletâneas ‘O diferencial da favela’, e na ‘Enegrescências’, essa pela Editora Ogum´s Toques. Tem poemas em revistas virtuais como Diversos afins, Germina Literatura entre outras. Possui textos publicados em jornais e revistas como: Revista Cronópios, Bahia Notícias e SUL21.
Sobre a Editora Organismo – Criada em 2013, propõe com seus projetos uma cartografia ético-estética das cenas contemporâneas da literatura brasileira. Já lançou diversos poetas de Salvador e publica, desde 2016, a revista homônima de literaturas brasileiras contemporâneas 'Organismo'.
foto: Neli Magalhães
- Data: outubro 03, 2018 / Por: Antônio Melo | Comente!  Edit

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