segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

BANDA MULHERES EM DOMÍNIO PÚBLICO LANÇA RELEITURAS DE CANTIGAS DA LAVOURA CACAUEIRA NAS PLATAFORMAS DIGITAIS


Releituras de cantigas entoadas por lavadeiras, trabalhadoras e trabalhadores das lavouras sul-baianas são a primeira investida da banda Mulheres em Domínio Público, que lança, em 10 de janeiro, o seu primeiro EP Sindô lê lê. As músicas estarão disponíveis em plataformas digitais como iTunes, Spotify, Deezer, Google Play, entre outras.

O grupo de Ilhéus se dedica a experimentações sonoras dando seu olhar sobre músicas de domínio público. Neste primeiro trabalho, faz uma homenagem ao cancioneiro regional, conferindo um toque de contemporaneidade, por meio de uma roupagem musical rica em diversidade de ritmos.

O nome da banda faz jus tanto à proposta do grupo quanto à presença feminina nos vocais, compostos por Cris Passos, Geisa Pena, Ingrid Luíse e Tacila Mendes. Quatro músicos atuantes na cena musical da região e unidos por interesse em pesquisas sonoras dessa natureza participam do EP, são eles: Marcelo Santana (guitarra), Danilo Ornelas (baixo), Lula Soares Lopes (bateria) e Igor Péca (Percussão). O EP também conta com participação do músico Cabeça Isidoro.

“Nosso primeiro EP chega em um momento em que o sul da Bahia se reinventa com outro olhar sobre o cacau, agora também produzindo e exportando seu próprio chocolate. Então, para a gente, este álbum é como um chocolate de origem bean-to-bar: são cantigas que saem das lavouras e ganham o nosso olhar, transformando-se nas releituras que estão em ‘Sindô lê lê”.

Este primeiro registro do grupo conta com a participação da atriz, cantadeira e ex-lavadeira, Valderez Teixeira, que marca presença desde o início do projeto, relembrando as cantigas que cantava durante a lavagem de roupa, ofício que exerceu por décadas no rio Cachoeira, região do Salobrinho, em Ilhéus. Dona de uma poderosa voz e interpretação genuína de uma mestre do saber, Valderez também já participou de novelas e filmes, o que já lhe rendeu um troféu Candango, no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2005.

O EP tem direção musical de Marcelo Santana, preparação vocal do regente Antônio Melo, direção artística de Erika Ocké e foi gravado no estúdio da Universidade Estadual de Santa Cruz, captado, editado e mixado pela Canoa Sonora e masterizado pelo estúdio Allegro Andante. A ilustração da capa é assinada por Ayam U’Brais. Começa e termina com a voz marcante de Valderez, tal como ela cantava na beira do rio, e segue permeando as seis músicas que compõem o registro, algumas denominadas pelo grupo: Lavador, Lavadeira, Laranjeira, Iaiá, Cacau é boa lavra e Sindô lê lê – com trecho de Mandei caiar meu sobrado.
Sindô lê lê é parte do repertório do espetáculo “Em cantos da terra de Jorge”- que ganhou o edital Calendário das Artes, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) em 2011, quando a banda foi criada. O espetáculo já abriu shows de nomes como Caetano Veloso e Raymundo Sodré, em Ilhéus. O EP se configura como um projeto musical pioneiro de registro dessas canções, buscando homenagear o povo que construiu a região, sendo muitos migrantes que também trouxeram suas cantigas de outros estados brasileiros. Além de preservar, ao mesmo tempo as Mulheres em Domínio Público traz outro olhar sobre esse cancioneiro singular. Saiba mais em facebook.com/MulheresemDominioPublico ou Instagram @ mulheresemdominiopublico

FAIXAS:
Incidentais - Valderez Teixeira
Lavador – Cris Passos, Geisa Pena, Ingrid Luíse e Tacila Mendes
Lavadeira – Tacila Mendes
Laranjeira – Geisa Pena
Iaiá – Cris Passos
Cacau é boa lavra – Ingrid Luíse
Sindô lê lê – Geisa Pena e Ingrid Luíse. Participação de Cabeça Isidoro no violão
- Data: janeiro 07, 2019 / Por: Antônio Melo | Comente!  Edit

0 comentários:

Postar um comentário